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Robô autônomo preparou o alvéolo do autotransplante com mais precisão que a guia estática
Estudo in vitro com 40 modelos impressos comparou preparo robótico e guia estática; o robô teve menor desvio apical e angular e removeu menos osso, sem gastar mais tempo.

Pesquisadores da Escola de Estomatologia da Air Force Medical University, na China, sob coordenação do professor Shizhu Bai, testaram um robô multieixos para preparar o alvéolo receptor em autotransplante dentário. O trabalho saiu no International Journal of Oral Science em 30 de junho de 2026.
O estudo foi in vitro, com 40 modelos mandibulares impressos em 3D. Vinte receberam preparo assistido por robô e vinte, preparo com guia estática. Cada grupo tinha dez anatomias unirradiculares e dez birradiculares.
O preparo robótico apresentou desvio apical médio e desvio angular médio significativamente menores. Os alvéolos feitos pelo robô tiveram maior concordância volumétrica com a geometria planejada e exigiram bem menos remoção óssea além do volume previsto. O tempo de preparo não diferiu entre os grupos. A vantagem foi mais clara nos modelos birradiculares.
Os autores pedem cautela: faltam estudos clínicos para saber se o ganho geométrico se traduz em menor tempo extra-alveolar e melhor cicatrização a longo prazo.
Por que importa: no autotransplante, o tempo que o dente passa fora do alvéolo é o que decide o prognóstico. Precisão que não encurta esse tempo ainda não provou valer.
O que conferir: o artigo no International Journal of Oral Science.