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Câncer de boca: consenso latino-americano define como acelerar a detecção precoce
Vinte e quatro especialistas de 12 países da América Latina e do Caribe fecharam por método Delphi quatro frentes de ação: prevenção, rastreamento, fluxo de encaminhamento e vigilância.

Um grupo de 24 especialistas de 12 países da América Latina e do Caribe publicou em 1º de setembro, na revista Oral Oncology, um consenso sobre detecção precoce do câncer de boca. O documento foi construído pelo método Delphi, em que os participantes respondem rodadas sucessivas até chegar a posições comuns.
São quatro frentes. Prevenção primária, com ação educativa sobre tabaco, álcool, exposição solar sem proteção e infecção por HPV. Rastreamento, com o exame clínico da cavidade oral incorporado à rotina e não restrito a serviços especializados. Encaminhamento, com caminhos mais claros e rápidos entre a suspeita e o especialista, para encurtar o atraso diagnóstico. E vigilância em saúde, para garantir acesso a exame e tratamento em tempo útil.
O consenso reforça o papel do cirurgião-dentista como primeiro a ver a alteração suspeita e lista o que exige investigação: lesão que persiste por mais de duas semanas, mudança de cor da mucosa, ferida que não cicatriza, sangramento sem explicação e áreas de endurecimento do tecido.
Por que importa: o diagnóstico em estágio inicial muda as opções de tratamento e o prognóstico, e o gargalo documentado na região não é técnico, é de fluxo: o tempo perdido entre a primeira suspeita e o serviço de referência.
O que conferir: o artigo completo na Oral Oncology (DOI 10.1016/j.oraloncology.2026.108065) e, na prática, se o exame de toda a mucosa está mesmo entrando em cada consulta de rotina do seu consultório, e não só nos casos de queixa.
Via: Jornal da APCD