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CFO pede ao Ministério da Saúde medidas para não interromper a fluoretação da água
A redução no fornecimento de ácido fluossilícico, ligada à crise internacional de matérias-primas, ameaça a fluoretação das águas; o CFO se opõe a qualquer suspensão e vai oficiar o ministério.

Em nota de 16 de setembro, o CFO informou que há redução no fornecimento de ácido fluossilícico, o insumo usado na fluoretação das águas de abastecimento, e atribuiu o problema à crise internacional de matérias-primas e aos conflitos no Oriente Médio.
O conselho afirmou que se opõe a qualquer suspensão da fluoretação, que classifica como política pública respaldada pela ciência, e que vai oficiar o Ministério da Saúde para buscar alternativas que garantam a continuidade do abastecimento. Também manifestou apoio à Rede Vigifluor, que monitora a fluoretação no país.
Por que importa: a fluoretação da água é a medida de saúde pública que mais reduz cárie por real investido. Uma interrupção, mesmo temporária, tende a aparecer no consultório meses depois, primeiro nas crianças.
O que fazer: acompanhar a fluoretação do seu município na Rede Vigifluor e reforçar o flúor tópico nos pacientes de maior risco enquanto o abastecimento não se normaliza.