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Restauração impressa já compete com a fresada em laboratório; na boca, só há seis estudos
Revisão de escopo analisou 111 trabalhos sobre resinas e cerâmicas impressas: precisão e resistência comparáveis, mas apenas seis estudos clínicos e instabilidade de cor nas resinas.

Uma revisão de escopo analisou 111 estudos sobre materiais impressos em 3D — resinas e cerâmicas — para restaurações sobre dente: coroas, próteses fixas de vários elementos, endocrowns, facetas, overlays e onlays.
O resultado de laboratório é favorável. As restaurações impressas podem ter desempenho comparável ao das fresadas em pontos importantes: precisão dimensional, adaptação marginal e interna, e resistência à fratura. A maior parte da pesquisa se concentrou em compósitos de resina e cerâmicas à base de zircônia, com tecnologias de fotopolimerização em cuba.
O problema é a evidência clínica. Dos 111 trabalhos, apenas seis eram estudos clínicos, e só um era ensaio randomizado. Um estudo prospectivo de 2026 com 30 coroas posteriores registrou 93% de sobrevida e 87% de sucesso em dois anos, mas quatro coroas fraturaram e quatro mudaram de cor de forma significativa.
As limitações apontadas são instabilidade de cor e menor resistência à fratura nos materiais à base de resina, e forte dependência dos parâmetros de impressão, do pós-processamento e do desenho digital.
Por que importa: a distância entre bancada e boca ainda é grande. Para definitivo, o número a vigiar é a mudança de cor em dois anos.
O que conferir: a revisão completa e os protocolos de pós-processamento do seu laboratório.