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Só metade dos pacientes recebe orientação preventiva na consulta, aponta pesquisa com 4.500 pessoas
Levantamento no Reino Unido ouviu 505 profissionais e milhares de consumidores: quase todos acham que a consulta deveria incluir prevenção, e um terço dos profissionais diz oferecê-la sempre.

Um levantamento publicado na BDJ Open em 25 de agosto de 2026 mediu as barreiras à prevenção em saúde bucal no Reino Unido, com o título «Barriers and disparities in preventive oral health care in the UK».
Foram duas frentes de pesquisa. Na primeira, 505 profissionais de saúde bucal responderam sobre conhecimento e prática das diretrizes preventivas, e 2.000 consumidores sobre seus hábitos e sua experiência de cuidado preventivo. Na segunda, 1.004 pais e 1.004 crianças foram ouvidos sobre saúde dental, confiança, influências sociais e hábitos.
O desencontro é o achado central. Embora a maioria dos consumidores e dos profissionais acredite que a consulta de rotina deveria incluir orientação preventiva, apenas cerca de metade dos consumidores relatou tê-la recebido, e só um terço dos profissionais disse oferecê-la de forma consistente.
Há ainda duas desigualdades. Metade dos consumidores sabia que a orientação preventiva estava disponível pelo serviço público. E o conhecimento variava bastante por região, de pouco mais de dois quintos no País de Gales a mais de quatro quintos no noroeste da Inglaterra.
Por que importa: o número de um terço é desconfortável e vale como espelho. Orientação preventiva que não é dita não conta.
O que conferir: o artigo na BDJ Open e o que a sua equipe entrega por escrito ao fim da consulta.