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Metade dos consultórios não tem equipamento adequado para criança com necessidades especiais
Pesquisa com clínicos gerais nos Emirados Árabes Unidos apontou comportamento do paciente e falta de formação como as barreiras mais citadas, e revelou um descompasso entre vontade e preparo.

Um estudo publicado na Frontiers in Oral Health em 6 de agosto de 2026 ouviu clínicos gerais dos Emirados Árabes Unidos sobre o atendimento odontológico de crianças com necessidades especiais de saúde. O título é «Access to dental care for children with special healthcare needs: General dentists' perspectives from the UAE».
As barreiras mais citadas foram duas: os desafios comportamentais do paciente e a formação insuficiente do profissional. Em seguida vieram as dificuldades de comunicação e a infraestrutura inadequada ou a falta de equipe treinada. Mais da metade dos respondentes relatou não ter equipamento adequado disponível.
Sobre a própria confiança, os clínicos gerais se descreveram entre ligeiramente e moderadamente confiantes. Sentem-se mais à vontade em exames de rotina, orientação de higiene, cuidado preventivo e atendimento de urgência, e menos em procedimentos avançados.
O descompasso mais revelador: mais de três quartos apoiaram incluir odontologia para pacientes especiais no currículo de graduação, mas a confiança declarada seguiu apenas moderada. Vontade há; preparo, menos.
Por que importa: o mesmo descompasso se repete aqui. A família que não encontra quem atenda costuma receber como resposta um encaminhamento, não uma recusa explícita.
O que conferir: o artigo na Frontiers in Oral Health e o que seu consultório precisa para atender sem transferir o paciente da cadeira de rodas.