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Prótese total impressa cortou quase metade do tempo clínico e 36% do custo, com a mesma satisfação
Ensaio clínico cruzado com 23 pacientes desdentados comparou fluxo digital e convencional; três consultas em vez de cinco e 412 minutos a menos de laboratório por caso.

Um ensaio clínico cruzado e randomizado comparou próteses totais impressas em 3D com próteses fabricadas de forma convencional. O trabalho, «3D-printed versus conventionally fabricated complete dentures: Time-efficiency and cost-effectiveness analysis», sai na edição de dezembro de 2026 do Journal of Dentistry.
Participaram 23 pacientes desdentados. Cada um recebeu os dois tipos de prótese, em ordem sorteada: usou o primeiro par por três meses, passou por duas semanas de intervalo e depois usou o segundo par por mais três meses.
Os números do fluxo digital são expressivos. O protocolo convencional exigiu cinco consultas; o digital, três. O tempo clínico caiu quase 50%, cerca de 89 minutos por tratamento completo. O tempo de laboratório caiu pouco mais de 73%, aproximadamente 412 minutos por caso. E o custo para o prestador ficou cerca de 36% menor, uma diferença de aproximadamente 152 dólares por caso.
Do lado do paciente, não houve diferença significativa entre as técnicas, nem em satisfação geral nem em qualidade de vida relacionada à saúde bucal.
Por que importa: o ganho está no tempo de cadeira e de bancada, não no resultado percebido. Quem avalia a compra de uma impressora deve olhar para esses dois números.
O que conferir: o artigo no Journal of Dentistry de dezembro de 2026.