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Diabetes e implantes: tese com registros nacionais suecos liga tipo 1 à perda do implante
Trabalho da Universidade de Gotemburgo cruzou sete registros nacionais; o diabetes tipo 1 com mau controle glicêmico foi o que mais se associou a peri-implantite e perda.

Uma tese de doutorado da Universidade de Gotemburgo, assinada por Anna Trullenque Eriksson e publicada em 10 de março de 2026, cruzou dados de sete registros nacionais suecos para comparar pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 contra coortes pareadas sem diabetes.
Os resultados separam os dois tipos. Tanto no tipo 1 quanto no tipo 2 houve risco maior de desenvolver peri-implantite. Mas a perda do implante por peri-implantite se associou de forma mais forte ao diabetes tipo 1.
O controle glicêmico também pesou de modo diferente. No tipo 1, o mau controle aumentou o risco de peri-implantite e de perda do implante. No tipo 2, o mau controle elevou o risco de perda, mas a prevalência de peri-implantite não se associou ao controle glicêmico.
A autora aponta a limitação: ao separar subgrupos por controle glicêmico, as amostras ficaram menores, as estimativas menos precisas e a conclusão menos robusta.
Por que importa: na conversa pré-implante com o paciente diabético, o tipo e o controle importam de formas distintas, e não basta perguntar se tem diabetes.
O que conferir: a hemoglobina glicada registrada na anamnese dos seus pacientes com implantes.