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Unicamp desenvolve titânio com cobre e prata contra infecção em implantes

Pesquisadores da Unicamp incorporam cobre e prata à superfície da liga de titânio por eletrodeposição e laser, sem alterar o interior da peça. A validação biológica ainda não foi feita.

Dentista Live · 3 de setembro de 2026

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Imagem referencial. Foto: autor não indicado · CC0 1.0 · Openverse

Uma equipe da Unicamp desenvolveu um tratamento de superfície para ligas de titânio que incorpora cobre e prata, dois metais com ação antimicrobiana conhecida, com o objetivo de reduzir infecções associadas a implantes dentários e ortopédicos. O trabalho é conduzido por Kaio Niitsu Campo, da Faculdade de Engenharia Mecânica, em colaboração com Rubens Caram, do Laboratório de Metalurgia Física, e Laís Pellizzer, da Faculdade de Ciências Aplicadas.

O processo tem três etapas. Primeiro, eletrodeposição de uma camada de cobre sobre o titânio. Depois, substituição galvânica do cobre por prata, formando estruturas nanodendríticas. Por último, processamento a laser, que funde uma fina camada de material e incorpora cobre e prata ao próprio titânio. A diferença técnica está aí: o resultado é ligação metálica, não um revestimento aplicado sobre a peça, o que reduz o risco de desprendimento. O interior do implante mantém suas propriedades mecânicas.

Os testes até agora se concentraram em otimizar a fabricação. A superfície modificada mostrou resistência à corrosão ligeiramente superior à do substrato sem tratamento. A validação biológica está pendente: a equipe ainda precisa provar a eficácia antibacteriana em condições biológicas e esclarecer se o efeito vem da liberação de íons metálicos ou do contato direto da bactéria com a superfície.

Por que importa: peri-implantite é a complicação que mais custa tempo e credibilidade em reabilitação com implantes, e a superfície é onde o biofilme se instala. Vale acompanhar, sem confundir pesquisa em estágio inicial com produto disponível.

O que conferir: a reportagem no Jornal da APCD e o estágio de desenvolvimento antes de repetir a informação para paciente: nenhum implante com essa superfície está no mercado.

Via: Jornal da APCD