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Associação britânica desmente que migrantes tenham prioridade no atendimento odontológico
A BDA respondeu a declarações de um político com dados: mais de 13 milhões de pessoas na Inglaterra têm necessidade não atendida, e a causa são cortes e contrato quebrado, não migração.

A British Dental Association respondeu publicamente à afirmação do político conservador Rupert Lowe de que migrantes iriam para o topo da fila de espera do atendimento odontológico público, à frente dos britânicos.
A resposta da entidade é factual. Os migrantes enfrentam as mesmas dificuldades que os residentes para conseguir tratamento no serviço público. A única exceção são os migrantes em centros de detenção de imigração, que têm atendimento contratado de forma dedicada, em arranjo comparável ao dos presos.
O número que a BDA coloca na mesa dimensiona o problema real: mais de 13 milhões de pessoas na Inglaterra têm necessidade odontológica não atendida. A causa que a associação aponta são os cortes no financiamento odontológico e um contrato público quebrado, não a migração. A entidade lembra ainda que os dentistas migrantes ajudaram a sustentar um serviço do qual milhões dependem.
O presidente da BDA, Eddie Crouch, afirmou que os migrantes não estão na frente da fila e classificou a declaração como factualmente incorreta e potencialmente perigosa.
Por que importa: o debate sobre fila e prioridade também existe aqui, e costuma ser travado sem números. A resposta da BDA é um exemplo de como se responde com dados.
O que conferir: os dados de necessidade odontológica não atendida publicados no seu país.