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Um terço dos músicos de orquestra relata dor orofacial, e metade deles sente efeito no palco
Pesquisa com 494 músicos de 129 orquestras profissionais alemãs: cuidado bucal bom, mas dor frequente. Cordas lideram as queixas; percussão é quem menos liga para o tema.

Um levantamento publicado na BMC Oral Health em 21 de julho de 2026 ouviu 494 músicos de 129 orquestras profissionais da Alemanha sobre saúde bucal. A coordenação foi de Felix Marschner, do Departamento de Odontologia Preventiva, Periodontia e Cariologia do Centro Médico Universitário de Göttingen.
O cuidado declarado é bom. A maioria avaliou a própria saúde bucal como boa ou muito boa, escovava os dentes várias vezes ao dia, usava produtos com flúor em pouco mais da metade das escovações e ia ao dentista e à limpeza profissional pelo menos uma vez por ano.
O problema aparece em outro lugar. Mais de um terço relatou dor orofacial, e metade desses disse que a dor afeta o desempenho no instrumento.
As diferenças por grupo instrumental surpreendem: os músicos de cordas relataram as maiores taxas de dor orofacial, e os de percussão as menores, além de considerarem a saúde bucal menos relevante para a performance. O estudo cobriu madeiras, metais, cordas e percussão, incluindo piano, harpa e celesta.
Por que importa: o músico profissional é um paciente com demanda funcional específica, e a dor orofacial dele tem consequência de trabalho. Vale perguntar o que a pessoa faz da vida antes de tratar uma DTM.
O que conferir: o artigo na BMC Oral Health.