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Amálgama durou mais e custou menos que resina em análise britânica, às vésperas do fim em 2034
Estudo com mais de 1.500 clínicos projetou desfechos e custos ao longo da vida: amálgama venceu em longevidade, custo e complicações; a resina venceu só em aparência.

Uma análise de custo-consequência publicada no British Dental Journal em 24 de julho de 2026 comparou restaurações de amálgama e de resina composta. O autor principal é Oliver Bailey, professor clínico de dentística restauradora da Universidade de Newcastle.
O trabalho combinou três fontes: uma pesquisa com mais de 1.500 clínicos da atenção primária do Reino Unido, um estudo de preferência do público e um modelo que projetou desfechos e custos de tratamento ao longo da vida.
O resultado é incômodo para quem esperava o contrário. A amálgama superou a resina na maioria dos desfechos medidos: as restaurações e os dentes restaurados tenderam a durar mais, os custos ao longo da vida foram menores para pacientes, serviço público e clínicos, e o risco estimado de complicações pós-operatórias foi menor. A resina venceu em um único quesito: aparência.
O contexto é o prazo global para eliminar o amálgama odontológico até 2034, confirmado na COP6 em novembro de 2025. A preocupação central, nas palavras de Bailey, é que a maioria dos dentistas e terapeutas britânicos acredita que seriam necessárias mais restaurações indiretas e mais extrações sem o amálgama, o que pode aprofundar desigualdades entre pacientes de menor renda.
Por que importa: a transição é certa e a data está marcada. O que esse estudo mede é o custo de não se preparar para ela.
O que conferir: o artigo no British Dental Journal e seu protocolo atual para restauração posterior extensa.