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IA criada na USP identifica dentes e detecta cáries em radiografias

Grupo InReDD, de Ribeirão Preto, treinou redes neurais convolucionais com milhares de radiografias analisadas por especialistas. Os resultados saíram na PLOS Digital Health.

Dentista Live · 14 de agosto de 2026

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Imagem referencial. Foto: autor não indicado · CC0 1.0 · Openverse

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto desenvolveram um sistema de inteligência artificial que identifica dentes e detecta cáries em imagens radiográficas. O trabalho reúne a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e a Faculdade de Odontologia, sob coordenação das professoras Alessandra Alaniz Macedo e Camila Tirapelli, dentro do InReDD, grupo interdisciplinar de pesquisa em odontologia digital que soma cerca de 30 pesquisadores.

A base técnica são redes neurais convolucionais, arquitetura de IA feita para processar imagem. O treinamento é supervisionado: os pesquisadores alimentam o programa com radiografias previamente analisadas por especialistas, o que forma a referência contra a qual o modelo compara suas próprias respostas e corrige os erros ao longo do treino.

Na prática, o sistema funciona como apoio ao diagnóstico — uma segunda opinião durante a leitura da radiografia — e também automatiza parte do trabalho administrativo ligado às imagens. Os resultados foram publicados na revista PLOS Digital Health.

A ressalva vem das próprias autoras. A professora Camila Tirapelli afirma que a decisão clínica precisa continuar nas mãos do dentista. O sistema segue em estudos de refinamento antes de uma adoção clínica mais ampla.

Por que importa: ferramentas de detecção automática de cárie já chegam embutidas em softwares de imagem vendidos no Brasil, e a diferença entre uma que ajuda e uma que atrapalha está em como foi treinada e validada. Um grupo nacional publicando o método dá referência para comparar.

O que conferir: a reportagem no Jornal da USP e o artigo na PLOS Digital Health; depois, pergunte ao seu fornecedor de software de imagem com que base de dados o detector dele foi treinado e se existe validação publicada.

Via: Jornal da USP