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OMS acelera o fim do amálgama no Sudeste Asiático, com a Tailândia como caso-piloto
Só 19% dos países da região já adotaram medidas de eliminação, contra 31% no mundo. A meta é 90% até 2030, e o prazo global de abandono é 2034.

A Organização Mundial da Saúde realizou em Bangkok uma oficina regional de dois dias para apoiar a cooperação entre autoridades de saúde e de meio ambiente na eliminação do amálgama odontológico na Região do Sudeste Asiático.
Os prazos que enquadram a discussão são dois. Em 2025, a Conferência das Partes da Convenção de Minamata adotou a decisão de eliminar globalmente o amálgama odontológico até 2034. E o Plano de Ação Global de Saúde Bucal da OMS fixa que, até 2030, 90% dos países tenham introduzido medidas de redução ou eliminação.
A distância é grande. Em 2024, apenas 19% dos países da Região do Sudeste Asiático tinham alcançado essa meta, contra 31% no mundo.
A Tailândia foi apresentada como caso de progresso mensurável, com políticas de saúde bucal focadas em prevenção, maior adoção de materiais restauradores sem mercúrio, melhoria na gestão de resíduos e uso piloto de separadores de amálgama para capturar partículas no efluente do consultório.
A decisão de 2025 mantém uma exceção: o amálgama pode ser usado quando o profissional considerar clinicamente necessário.
Por que importa: o separador de amálgama é a parte que chega primeiro ao consultório, e é um custo a prever.
O que conferir: as regras de descarte de resíduo de amálgama vigentes no seu município.