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Adolescentes que já fizeram ortodontia têm mais confiança e, ao mesmo tempo, mais preocupação
Estudo neozelandês com 502 adolescentes e seus responsáveis encontrou que a preocupação estética isolada não explica o impacto social; o que pesa é a autoconfiança.

Pesquisadores da Auckland University of Technology e da University of Otago, na Nova Zelândia, com Khaled Ibrahim como autor principal, ouviram 502 adolescentes de 12 a 17 anos e seus responsáveis sobre autoconfiança dentária, uso de redes sociais e impacto social. O trabalho saiu na Health Marketing Quarterly em 25 de junho de 2026.
O achado central inverte o senso comum. A menor autoconfiança dentária se associou a maior impacto social e psicológico relacionado à aparência dos dentes. Mas a preocupação estética isolada não se mostrou significativamente ligada a esses desfechos. Ou seja: não é estar preocupado com a aparência que pesa, é não se sentir confiante.
O uso ativo de redes sociais enfraqueceu levemente a conexão entre autoconfiança dentária e impacto psicológico, embora o estudo não demonstre causalidade.
Há ainda um resultado aparentemente contraditório: os adolescentes com histórico de tratamento ortodôntico relataram maior confiança dentária e, ao mesmo tempo, maior preocupação social e psicológica com a aparência dos dentes.
A recomendação aos profissionais é de marketing e de consulta: usar imagens de sorriso realistas e diversas, e estender a conversa clínica para o conforto do paciente ao sorrir, falar ou ser fotografado.
Por que importa: o adolescente que termina a ortodontia nem sempre termina a insegurança, e isso muda a conversa de alta.
O que conferir: as imagens de sorriso que sua clínica usa nas redes.