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Enxaguante como adjuvante, nunca como substituto: o que disseram em Milão
Briefing no simpósio internacional de higiene dental reuniu duas publicações; um ensaio citado mostra que escovação, fio e enxaguante reduzem mais placa e gengivite que escovação sozinha.

Um briefing realizado no Simpósio Internacional de Higiene Dental de 2026, em Milão, discutiu o papel dos enxaguantes bucais no cuidado periodontal. O encontro foi patrocinado pela Kenvue e reuniu Luigi Nibali, do King's College London, Ana Molina, vice-presidente da sociedade espanhola de periodontia e osseointegração, JoAnn Gurenlian, da associação americana de higiene dental, e Simone Ruzario, presidente eleita da sociedade britânica de higiene e terapia dental.
Duas publicações foram apresentadas, com recomendações alinhadas. Gurenlian citou um ensaio clínico randomizado em que um regime de três passos — escovação, uso de fio dental e enxaguante com quatro óleos essenciais — alcançou redução significativamente maior de placa supragengival de boca toda, de gengivite e de sangramento gengival do que a escovação isolada.
O ponto central das duas publicações, porém, é o mesmo e é um limite: o enxaguante é adjuvante do controle mecânico de placa, não substituto da escovação nem da limpeza interdental.
Por que importa: é a frase que falta na maioria das recomendações de balcão de farmácia, e é a que o paciente precisa ouvir de você.
O que conferir: o que você orienta hoje sobre enxaguante e por quanto tempo.