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Uma década de prescrição odontológica: clindamicina e di-hidrocodeína seguem altas
Estudo no British Dental Journal analisou dez anos de prescrições de dentistas na atenção primária inglesa: antibióticos caíram, mas dois fármacos não voltaram ao patamar anterior à pandemia.

Um estudo publicado no British Dental Journal analisou dez anos de prescrições feitas por cirurgiões-dentistas da atenção primária do NHS na Inglaterra, entre 2014 e 2023.
No conjunto, as prescrições de antimicrobianos caíram de forma significativa ao longo da década. A amoxicilina seguiu sendo a mais prescrita, seguida pelo metronidazol. As restrições da pandemia de covid-19 provocaram um aumento temporário, que já havia voltado ao patamar anterior em dezembro de 2023.
Dois achados fogem dessa tendência. A clindamicina continuou acima do nível pré-pandemia, mesmo com as diretrizes britânicas recomendando evitar o uso de rotina. E entre os analgésicos, a di-hidrocodeína também não recuou: em dezembro de 2023 respondia por mais de 40% das prescrições analgésicas odontológicas.
Os autores recomendam educação profissional continuada, auditorias regulares e adesão às diretrizes nacionais, com atenção especial a esses dois fármacos.
Por que importa: o padrão descrito é o mesmo que se vê em muitos consultórios da região — o antibiótico de segunda linha que vira hábito e o opioide fraco que fica na receita por comodidade. Vale olhar a própria série de prescrições dos últimos meses.
O que conferir: as diretrizes nacionais de prescrição de antimicrobianos em odontologia e o que você prescreve hoje em alergia à penicilina.