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Um caminho para o paciente que sai do câncer de cabeça e pescoço e não consegue dentista
A via CASP, criada no sudoeste da Inglaterra, liga o hospital à atenção primária odontológica com apoio de especialista, formação e garantia de qualidade; o piloto começou na Cornualha.

Uma rede regional de assessoria odontológica do NHS, no sudoeste da Inglaterra, desenvolveu uma via de cuidado para um problema concreto: o paciente que termina o tratamento de câncer de cabeça e pescoço no hospital e depois não consegue atendimento odontológico na atenção primária. A via se chama Cancer Action Support Practice, ou CASP, e o piloto começou na Cornualha.
As barreiras identificadas são duas. O acesso ao atendimento odontológico primário do NHS na região está abaixo da média nacional. E esses pacientes carregam complicações bucais que exigem cuidado preventivo contínuo: xerostomia, trismo e osteorradionecrose.
O programa concentra-se em estabilizar a doença antes de qualquer reabilitação e em preservar a saúde a longo prazo. Para isso oferece às equipes de atenção primária apoio de especialista com revisão por pares, formação e garantia de qualidade.
O texto defende protocolos estruturados de atendimento odontológico pós-tratamento e cita modelos semelhantes já em funcionamento em West Yorkshire. Saiu no British Dental Journal em 22 de maio de 2026.
Por que importa: o problema descrito é o mesmo aqui — quem sai da radioterapia precisa de manutenção odontológica por anos e volta para um sistema que não o espera.
O que conferir: o artigo no British Dental Journal e o que seu serviço faz hoje com o paciente que chega depois da radioterapia de cabeça e pescoço.