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Placas digitais contra bruxismo: revisão vê vantagem, mas sem significância clara
Revisão sistemática na BDJ Open reuniu oito ensaios randomizados comparando placas CAD/CAM e de biofeedback com as convencionais; o biofeedback foi o que mais reduziu episódios noturnos.

Uma revisão sistemática comparou placas digitais e placas oclusais convencionais no manejo do bruxismo. O trabalho, intitulado «Comparison of digital splints versus traditional splints for bruxism management: A systematic review», foi publicado na BDJ Open em 8 de maio de 2026.
Foram reunidos oito ensaios clínicos randomizados que confrontavam placas digitais fabricadas por CAD/CAM, ou placas com biofeedback, contra as placas oclusais tradicionais. Os desfechos medidos foram gravidade dos sintomas, redução da dor, frequência dos episódios de bruxismo, atividade muscular e medidas relatadas pelo próprio paciente.
Os dispositivos digitais em geral mostraram reduções maiores em gravidade, dor e número de episódios, mas boa parte dessas diferenças não alcançou significância estatística. As placas com biofeedback foram as que apresentaram resultados mais nítidos na redução da frequência e da duração do bruxismo noturno.
Os autores listam as limitações sem rodeios: grupos pequenos, variação grande entre desenhos de placa e entre formas de medir o desfecho, e evidência insuficiente para afirmar superioridade. Concluem que faltam ensaios maiores e padronizados.
Por que importa: antes de investir em fluxo digital para placas, vale saber que a evidência ainda não mostra vantagem clara sobre a placa convencional bem ajustada.
O que conferir: a revisão na BDJ Open, de acesso aberto.