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Prótese total impressa com material ajustável e antimicrobiano entra em ensaio clínico
Grupo da Universidade do Colorado desenvolveu polímeros imprimíveis por jato de tinta com rigidez controlável e atividade contra Streptococcus e Candida.

Um grupo da Escola de Medicina Dentária da Universidade do Colorado Anschutz, em Aurora, nos Estados Unidos, desenvolve materiais para próteses totais e parciais impressas em 3D. O trabalho é liderado pelo professor Jeffrey Stansbury, vice-decano sênior de pesquisa.
São duas frentes. A primeira são sistemas poliméricos imprimíveis por jato de tinta que permitem controlar rigidez, elasticidade e outras propriedades mecânicas do material. A segunda são materiais antimicrobianos e antifúngicos que mostraram atividade significativa contra espécies de Streptococcus e de Candida — o que importa diretamente para quem convive com estomatite protética.
Para processar esses polímeros, o grupo construiu uma impressora 3D de jato de tinta própria. A universidade montou também um centro de impressão 3D que reúne desenvolvimento de material, aplicação clínica e ensino, descrito como o primeiro do gênero em uma faculdade de odontologia.
O próximo passo é o primeiro ensaio clínico, que vai comparar próteses impressas com os novos materiais contra próteses fabricadas de forma convencional, em satisfação do paciente e desfechos funcionais.
Por que importa: a estomatite sob prótese é um problema de manutenção que o material ainda não resolve. Se resolver, muda a conversa de higiene com o paciente desdentado.
O que conferir: o andamento do ensaio clínico antes de considerar qualquer promessa de fabricante.