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Simulador háptico ocupa 14% do tempo de treino; o manequim ainda leva 81%
Pesquisa com 130 educadores de 115 instituições em 57 países mediu quanto a realidade virtual háptica entrou de fato no ensino odontológico. A adoção acompanha a renda do país.

Uma pesquisa coordenada pela professora Margaret J. Cox, do King's College London, com participação do doutor Szabolcs Felszeghy, do Instituto de Odontologia da Universidade da Finlândia Oriental em Kuopio, mediu quanto a realidade virtual háptica entrou de fato no ensino da odontologia.
Responderam 130 educadores de 115 instituições em 57 países. As cabeças fantasma e os exercícios de bancada ocupam cerca de 81% do tempo de treinamento. As tecnologias de realidade virtual háptica e realidade mista ficam com cerca de 14%. Ou seja: seis vezes mais tempo nos métodos tradicionais.
A barreira principal apontada foi a limitação de recursos, seguida de resistência de funcionários e de alunos. Cox resume que adotar novas tecnologias exige tempo e dedicação, muitas vezes com custos adicionais.
Há ainda um achado de desigualdade: os países de maior nível socioeconômico apresentam maior adoção da realidade virtual háptica no ensino superior, o que indica acesso desigual no plano internacional.
Por que importa: serve de contrapeso ao discurso de fornecedor. O simulador háptico é complemento, não substituto da bancada, nem nos países que podem pagá-lo.
O que conferir: a pesquisa completa e o peso que a sua faculdade dá hoje a cada método.